quarta-feira, 29 de março de 2017

Palavras Sentidas


"Todos nós estamos entre o bem e o mal... o truque é não esquecer que cada escolha define de qual dos lados nos aproximamos mais."

Encontro em Itália
Liliana Lavado

domingo, 26 de março de 2017

Postais pelo Mundo | Reino Unido (5) e Alemanha (16)

Hoje tenho para vos mostrar dois postais oficiais que chegaram cá a casa recentemente.

O primeiro veio do Reino Unido e mostra o que me parece ser uma pintura abstrata de um canyon. O postal não apresenta qualquer legenda, pelo que continuo na dúvida sobre o que é.


Por sua vez, o segundo postal veio da Alemanha e apresenta uma fotografia de um dos grandes marcos de Berlim: a Siegessäule (ou Coluna da Vitória) - tem 67 metros de altura e está localizada numa grande rotunda.


sábado, 25 de março de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Já terminei o segundo livro que a Silvana me enviou este ano - Caçadores de Cabeças - e aqui está o desafio que ela me propôs.

DESAFIO:

O Ingrediente secreto

Os thrillers são um género muito particular da literatura que cativam algumas pessoas que adoram livros.
Sei que é um género que te dá algum prazer ler e no qual gostas de descobrir novos autores e novas estórias.
Assim, que tipo de “ingredientes” terão que estar presentes nos livros deste género para que lhes atribuas a pontuação máxima?
Que “ingrediente(s)” faltou(aram) ao Caçadores de Cabeças para lhe poderes atribuir uma pontuação mais elevada?

A MINHA RESPOSTA:

Os thrillers/policiais/mistérios são os livros que mais prazer me dão ler e que, felizmente, tenho conseguido ler mais ultimamente.
Curiosamente, são os livros que mais me custam a pontuar; tanto me é difícil atribuir a pontuação máxima, bem como a mínima. As pontuações mais baixas são mais fáceis de atribuir, basta que o livro não me cative, não me desafie e não tenha nenhum ingrediente que torne a leitura excitante. Já li policiais que quase me fizeram adormecer, mas felizmente foram só dois, pelo que me recordo.
Porém, as pontuações altas (principalmente as máximas) acho-as bem mais difíceis de atribuir, talvez porque os livros são todos diferentes, uns mais excitantes, outros com mais suspense, outros mais violentos, outros mais aterrorizadores, que sinceramente tenho dificuldade em compará-los e dizer que este é melhor que aquele.
Penso que nunca atribuí a pontuação máxima a um livro deste género, mas já houve sérios candidatos. Fico sempre a pensar que um dia vou encontrar um livro melhor que aquele!
Assim, quanto aos "ingredientes", posso referir que o livro deve ter uma boa história e bem estruturada, que o autor seja capaz de nos surpreender, que a leitura se torne viciante e que seja doloroso pousar o livro, que haja suspense, tensão, muitas reviravoltas e que também haja, de preferência, um bocadinho de sangue.
O que faltou então ao Caçadores de Cabeças para não lhe ter atribuído uma pontuação mais alta? Só para relembrar quem não leu a minha opinião, eu atribuí 3 estrelas, embora talvez pudesse ter dado as 4. Não foi difícil familiarizar-me com o estilo do autor, apenas não achei o início tão frenético como já encontrei noutros livros. O final foi muito bom e o que mais me surpreendeu foi a forma como o autor nos manipulou e nos fez ver os acontecimentos de três formas diferentes. Por este final, já valeu a pena!

Silvana, gostei de responder a este desafio. Agora será a tua vez de receberes o próximo livro!

quinta-feira, 23 de março de 2017

"Desaparecidos" de Caroline Eriksson [Opinião]


Começo por agradecer à Suma de Letras (Penguin Random House Grupo Editorial) a simpática oferta de um exemplar deste livro, dando-me a oportunidade de conhecer uma nova autora dentro da literatura nórdica.

Este livro chegou a minha casa mesmo na altura certa. Tinha terminado uma leitura densa, bastante absorvente e que me ocupou durante mais de meio mês, portanto estava a precisar de algo mais rápido, frenético e que me permitisse ler compulsivamente. Este livro conseguiu tudo isso e deixou-me positivamente surpreendida.

Desaparecidos é aquele livro que não conseguimos fechar, que queremos ler pela noite dentro de tão doidos que estamos por descobrir o desfecho. Eu devorei-o em três noites, à custa de algumas horas de sono roubadas.

A premissa promete desde logo um mistério interessante: o marido e a filha de Greta desapareceram, mas ela não é casada e nunca teve filhos.

O desaparecimento ocorre numa ilha deserta onde eles foram num passeio de barco, quando estão a passar uns dias numa localidade pacata.
Isto fez-me lembrar aqueles filmes de terror passados numa ilha em que coisas estranhas e terríveis começam a acontecer.

O desaparecimento destas duas pessoas é de facto intrigante. Estarão envolvidos em algo de sobrenatural? Afinal, o lago que circunda a ilha é chamado de «lago Maldito» pelas pessoas da terra. Ou será que o que aconteceu se deve a outros motivos completamente diferentes?

Enquanto Greta procura desenfreadamente pelo marido e pela filha, vai divagando um pouco pelo seu passado, onde começamos a conhecer o segredo que ela partilha com a mãe. A autora demonstrou uma capacidade incrível em manter-nos presos à narrativa e, ao mesmo tempo, a criar uma enorme confusão na nossa mente. O que esconderá Greta? Está a mentir ou é a única pessoa a dizer a verdade?

Sem querer desvendar muito do que encontrarão em Desaparecidos, posso dizer que esta história retrata as consequências que as relações abusivas exercem nas pessoas, nomeadamente nas mulheres que delas são vítimas, bem como no seio familiar. A autora transmite uma mensagem de força a todas as mulheres: nenhuma relação abusiva e onde predomine a humilhação e o rebaixamento vale a pena; é preciso força para encarar o futuro e acreditar que a felicidade não está numa relação que causa tanto sofrimento.

Desaparecidos é uma narrativa surpreendente e de tirar o fôlego, recheada de suspense da primeira à última página. Uma leitura que recomendo absolutamente aos fãs de thrillers psicológicos!

Classificação: 4/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Palavras Sentidas


"O toque sedoso dos lábios dele na sua pele fizeram-na estremecer e aninhar-se nele, enquanto novas sensações ondulavam dentro dela como imagens em água aquecida pelo sol."

Sedução Intensa
Lisa Kleypas

terça-feira, 21 de março de 2017

Top Ten Tuesday | Leituras para a Primavera


A Primavera teve início ontem, por isso o tema desta semana é dedicado à minha lista de leituras para a Primavera. Estou cada vez mais fã desta lista de leituras sazonal, pois ajuda-me a organizar as leituras e a não me sentir tão indecisa quanto ao livro a ler a seguir.

Vamos ver os resultados das listas anteriores:
Primavera de 2016: 4/10 livros lidos
Verão de 2016: 5/10 livros lidos
Outono de 2016: 7/10 livros lidos

Da lista do Inverno consegui ler 7 dos 10 livros planeados, um resultado igual ao da estação anterior e que me deixou contente comigo mesma.

Aqui fica então a lista de livros para ler nesta Primavera, que inclui alguns livros novos e outros que se mantêm da lista anterior.

1. A Rapariga de Antes (JP Delaney)

2. Estrada Vermelha, Estrada de Sangue (Moira Young)

3. O Homem Ausente (Hjorth & Rosenfeldt)


4. O Crente (Joakim Zander) 

5. A Substância do Mal (Luca D'Andrea)


6. Claraboia (José Saramago)

7. Amor Cruel (Colleen Hoover)

8. Ameaça Global (Joel C. Rosenberg)


9. O Universo nos Teus Olhos (Jennifer Niven)

10. A Mãe Eterna (Betty Milan)

domingo, 19 de março de 2017

Postais pelo Mundo | Greetings from... Malásia e Bósnia e Herzegovina

Tal como prometido, aqui estão mais dois postais da coleção Greetings from..., que chegaram cá a casa recentemente.


Podem clicar nas imagens se desejarem ler mais atentamente as curiosidades acerca de cada país.

Na cidade de Putrajaya, na Malásia, está situada a maior rotunda do mundo. O comprimento da sua circunferência é de aproximadamente 3.4km.

Relativamente à Bósnia e Herzegovina, temos a Sevdalinka, um género de música popular tradicional, caracterizada por um ritmo lento ou moderado e por melodias emocionais intensas.
Se tiverem curiosidade, deixo-vos aqui uma música de uma cantora popular no país. Eu gostei de ouvir, é uma melodia bem agradável ao ouvido.



Para a semana haverá mais postais para vos mostrar!

sexta-feira, 17 de março de 2017

"Inês" de Maria João Fialho Gouveia [Opinião]


Agradeço desde já à Topseller, que tão gentilmente me ofereceu um exemplar deste livro, permitindo-me, desta forma, ter um primeiro contacto com uma autora portuguesa que eu não conhecia.

A história de amor entre D. Pedro e Inês de Castro sempre exerceu um fascínio sobre mim, contudo, nunca tinha lido um romance sobre o tema. O que sei foi o que aprendi nas aulas de História e o que, mais tarde, fui lendo em pesquisas para aprender mais.

Neste romance, Maria João Fialho Gouveia, deixa transparecer o seu amor pela História e apresenta-nos um trabalho resultante de uma pesquisa extensa. A narrativa parece-me estar muito bem documentada e, ao longo de todo o romance, são-nos oferecidos factos históricos que nos permitem conhecer melhor as vidas interligadas de Pedro e Inês, e de todos aqueles que lhes são próximos.

Além de uma leitura prazerosa, posso afirmar que este livro é também uma longa e interessante aula de História. Se esta não é uma disciplina que vos cative, poderão achar o livro um pouco maçador.

Para mim, o mais difícil nesta leitura foi adaptar-me à escrita da autora. Estando habituada a narrativas mais fluidas, este livro constituiu um desafio, dado que a autora se preocupou em adequar a escrita à linguagem utilizada naquela época. Não encontramos apenas algumas expressões e termos da época; todo o livro se encontra redigido desta forma cuidada.
Assim, embora seja uma leitura densa, assim que o leitor se adapta, começa a ver uma beleza incrível em cada palavra, em cada frase, em cada diálogo. A escrita da autora transporta o leitor para a época sobre a qual está a ler.

A história de Inês que encontramos neste livro é apaixonante! Conhecemos a menina desde tenra idade e assistimos a todo o seu percurso, começando muito antes de ser aia de Dona Constança. Todas as aventuras, momentos de felicidade e de sofrimento estão presentes neste livro, acompanhados de descrições dos diferentes locais por onde Inês passou, das longas e cansativas viagens que fez, de encontros e desencontros, amores e traições.
Apesar de conhecer a forma trágica de como Inês morreu, não consegui impedir uma lágrima de me rolar pela face quando li a negra descrição do assassínio desta bela mulher, cujo maior pecado foi amar D. Pedro com todo o seu coração.

Maria João Fialho Gouveia traz-nos uma história intensa que faz jus a este amor que foi maior que a vida. Uma leitura que recomendo absolutamente, quer sejam amantes de romances históricos, quer queiram apenas conhecer melhor estas personagens da História Portuguesa e Castelhana.

Classificação: 5/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Palavras Sentidas


"O fado fez-te bela, Inês. Segue a tua estrela! Não te resignes a ser a camareira da rainha: sê a própria rainha!"

Inês
Maria João Fialho Gouveia

segunda-feira, 13 de março de 2017

"A Rapariga de Antes" de JP Delaney [Divulgação]

Título Original: The Girl Before
Autor: JP Delaney
Edição: 2017
Editora: Suma de Letras
Páginas: 400
PVP: 18,80€

Nas livrarias a 5 de abril.

O livro de que toda a gente vai falar...

Sinopse:

«Por favor, faça uma lista de todos os bens que considera essenciais na sua vida.»

O pedido parece estranho, até intrusivo. É a primeira pergunta de um questionário de candidatura a uma casa perfeita, a casa dos sonhos de qualquer um, acessível a muito poucos.
Para as duas mulheres que respondem ao questionário, as consequências são devastadoras.

Emma: A tentar recuperar do final traumático de um relacionamento, Emma procura um novo lugar para viver. Mas nenhum dos apartamentos que vê é acessível ou suficientemente seguro. Até que conhece a casa que fica no n.º 1 de Folgate Street. É uma obra-prima da arquitectura: desenho minimalista, pedra clara, muita luz e tectos altos. Mas existem regras. O arquitecto que projectou a casa mantém o controlo total sobre os inquilinos: não são permitidos livros, almofadas, fotografias ou objectos pessoais de qualquer tipo. O espaço está destinado a transformar o seu ocupante, e é precisamente o que faz…

Jane: Depois de uma tragédia pessoal, Jane precisa de um novo começo. Quando encontra o n.º 1 de Folgate Street, é instantaneamente atraída para o espaço - e para o seu sedutor, mas distante e enigmático, criador. É uma casa espectacular. Elegante, minimalista. Tudo nela é bom gosto e serenidade. Exactamente o lugar que Jane procurava para começar do zero e ser feliz.

Depois de se mudar, Jane sabe da morte inesperada do inquilino anterior, uma mulher semelhante a Jane em idade e aparência. Enquanto tenta descobrir o que realmente aconteceu, Jane repete involuntariamente os mesmos padrões, faz as mesmas escolhas e experimenta o mesmo terror que A RAPARIGA DE ANTES.

O QUE ACONTECEU À RAPARIGA DE ANTES?

«A tensão é construída com subtileza, levando a um clímax devastador. Um thriller realmente inteligente.» - Daily Mail

«Fascinante. Surpresa e satisfação garantidas.» - Booklist

«Um dos melhores thrillers que lerá este ano.» - New York Journal of Books

Sobre o autor:

A Rapariga de Antes é o primeiro thriller psicológico de JP DELANEY, pseudónimo de um escritor de sucesso de outros livros de ficção e que é também director criativo numa das maiores agências de publicidade do Reino Unido.
A Rapariga de Antes foi publicado em Janeiro de 2017 nos Estados Unidos, a primeira de mais de 30 edições estrangeiras. O filme baseado neste romance será levado ao grande ecrã pelo realizador Ron Howard (Apollo 13, Uma Mente Brilhante, O Código DaVinci, etc.).

domingo, 12 de março de 2017

Postais pelo Mundo | Portugal

Hoje partilho convosco um postal não oficial, que me foi enviado por um membro do fórum do Postcrossing.

É um postal de Lisboa, com uma montagem contendo diversos monumentos da capital e vê-se um elétrico a espreitar à passagem pela Sé. Achei o postal bem simpático!


quinta-feira, 9 de março de 2017

"Caçadores de Cabeças" de Jo Nesbø [Opinião]


Esta foi a minha primeira experiência com Jo Nesbø, autor que apenas conhecia de nome, portanto não tinha qualquer expectativa em relação a este livro.

O protagonista deste livro é Roger Brown, o caçador de cabeças mais bem sucedido da Noruega. Trabalha como recrutador, procurando e seleccionando altos quadros para as maiores empresas. Roger é um homem de sucesso: tem um emprego altamente remunerado, uma mansão luxuosa e uma mulher lindíssima que é dona de uma galeria de arte frequentada por pessoas de elite.
Contudo, por detrás desta fachada, Roger dedica-se ao perigoso jogo do roubo de obras de arte.

Roger é um protagonista incomum: é inteligente, calculista e com uma inabalável autoestima. Consegue ser desagradável, manipulador e ter atitudes nada dignas de respeito, mas isso não impede que o leitor simpatize com ele. Eu torci por ele e pela concretização dos seus objetivos.

O livro lê-se muito bem, tem uma boa estrutura e, embora o início seja lento, rapidamente a narrativa ganha ritmo e grandes doses de ação, suspense e perigo. Roger vê-se envolvido numa perseguição que o poderá levar à morte e tem de usar toda a sua inteligência para despistar este perseguidor.

O que mais gostei neste thriller foi o final e a forma como o autor nos manipulou. Leva-nos a ver os acontecimentos de uma forma e, posteriormente, apresenta um desfecho completamente diferente. Fiquei realmente boquiaberta com as reviravoltas deste livro!

Aconselho esta leitura a apreciadores do género e vou, certamente, procurar mais obras do autor para ler futuramente.

Classificação: 3/5 estrelas

quarta-feira, 8 de março de 2017

Palavras Sentidas


"É sabido que na infância o tempo não passa, na adolescência demora-se, na idade adulta corre, na velhice precipita-se."

A Trança de Inês
Rosa Lobato de Faria

terça-feira, 7 de março de 2017

"Desaparecidos" de Caroline Eriksson [Divulgação]

Título Original: De försvunna
Autora: Caroline Eriksson
Edição: 2017
Editora: Suma de Letras
Páginas: 256
PVP: 16,60€

Nas livrarias a 22 de março.

O MARIDO E A FILHA DESAPARECERAM.
MAS ELA NÃO É CASADA E NUNCA TEVE FILHOS...

Sinopse: 

Em torno dela, apenas silêncio. Greta acorda e percebe que Alex e Smilla ainda não voltaram. Saíram do barco para um passeio na ilha no meio do lago Maran, enquanto ela permaneceu a bordo, a descansar. Mas agora o sol está a desaparecer por detrás das árvores, desenhando línguas vermelhas no céu. A água, fria e imóvel como uma pedra. Greta não sente nem a voz reconfortante de Alex nem o riso alegre de Smilla. Vai para terra procurá-los, mas rapidamente percebe que eles não se encontram na pequena ilha. Desapareceram.

Greta regressa a casa, à beira do lago, onde a família desfruta de alguns dias de férias. Também não estão lá. E as chamadas para o telemóvel de Alex vão sempre parar ao implacável atendedor.

Greta não pode ficar assim, sem fazer nada. Mune-se de toda a sua coragem e vai à Polícia para denunciar o desaparecimento do marido e da filha. Na esquadra da pequena vila mais próxima, Greta encontra um jovem agente. O polícia ouve a sua história e, após algumas verificações no computador, diz-lhe que Greta não é casada e que nunca teve filhos...

Mas quem são, afinal, Alex e Smilla? Porque desapareceram? E o que esconde Greta? Qual é a sua história? Está a mentir ou é ela a única a dizer a verdade?

Sobre a autora:

CAROLINE ERIKSSON, nascida em 1976, tem um mestrado em Psicologia Social e trabalhou durante mais de dez anos na gestão de recursos humanos. Vive em Estocolmo com o marido e dois filhos.

Os seus primeiros dois livros, baseados em casos de assassinatos reais na Suécia, receberam elogios fantásticos, e a sua estreia, The Devil Helped Me (2013), foi nomeado para o Stora Ljudbokspriset (O Grande Prémio de Audiolivro), em 2014. Desaparecidos, o seu primeiro thriller de suspense psicológico, é um sucesso internacional e os direitos foram vendidos para mais de 25 países em pouco mais de uma semana.

segunda-feira, 6 de março de 2017

"O Intestino Também Sente" de Leonor Martín [Opinião]


Hoje venho falar-vos de um livro que foge um pouco ao meu género habitual de leituras.
Tudo começou quando, no final de janeiro, tive uma crise de prisão de ventre (se é que lhe posso chamar assim). Andava com fortes dores de barriga e dores nos rins, algo que nunca me tinha acontecido, embora sofra de prisão de ventre ocasionalmente.
Num desses dias, recebi por e-mail uma newsletter da Editorial Presença a apresentar as novidades para o mês de fevereiro. Entre diversos livros, estava O Intestino Também Sente. Li a sinopse e acreditei que era o universo a dar-me um sinal, por isso decidi comprá-lo.

Entretanto a prisão de ventre foi melhorando e, quando recebi o livro, dediquei-me de imediato à sua leitura. Posso já adiantar que o livro está muito bem estruturado e apresenta a informação de forma bem sucinta e interessante.

A autora, Leonor Martín, é licenciada em Enfermagem e tem uma pós-graduação em Medicina Holística. É terapeuta em hidroterapia do cólon e tem mais de 33 anos de experiência no âmbito da medicina natural e holística. Dedica a sua vida a melhorar a saúde das pessoas.

Leonor começa por explicar que o intestino é um órgão vital, ao qual prestamos muito pouca atenção. É um dos órgãos mais importantes do corpo humano e que é constantemente sobrecarregado devido aos erros alimentares que cometemos diariamente. O intestino não é apenas fundamental pela sua função biológica, mas também porque reflete as nossas emoções mais íntimas. É por esta razão que se diz que o intestino é o cérebro das emoções.

O intestino e o cérebro estão intimamente ligados (formaram-se ambos a partir do mesmo tecido neuronal e possuem uma estrutura orgânica semelhante), o que significa que as nossas emoções estão diretamente relacionadas com os processos digestivos, e vice-versa. Desta forma, um mau funcionamento intestinal vai comprometer as nossas emoções, assim como emoções negativas vão ter consequências a nível físico.

A autora dá-nos a conhecer o seu método de desintoxicação para o bem-estar físico e emocional, do qual fazem parte três etapas: a avaliação global, a detoxificação e a regeneração. Não me vou alongar a explicar em que consiste cada uma destas etapas, até porque será bem mais interessante se forem vocês próprios a ler.

Vou apenas mencionar um dos tópicos que considero mais fulcral: a importância de mantermos uma alimentação alcalina. O nosso organismo tende a procurar naturalmente um equilíbrio entre a acidez e a alcalinidade. O problema são os nossos padrões de vida atuais, principalmente a alimentação, que nos faz "acidificar". Esta acidez está na base de todas as doenças, incluindo as doenças degenerativas e o cancro. Já está cientificamente provado que as células cancerígenas se desenvolvem num ambiente ácido e sem oxigénio suficiente. Assim, a dieta alcalina ajuda a prevenir o cancro, entre muitas outras doenças.

Dá que pensar, não dá? Os alimentos ácidos são aqueles que estão presentes na nossa alimentação diária: os açúcares, a carne, o leite e seus derivados, os produtos de pastelaria e padaria, a cafeína, o álcool e o tabaco.

Todos os dias surgem novos casos de cancro e os números não param de aumentar. Segundo as notícias mais recentes, prevê-se que, dentro de 20 anos, uma em cada três pessoas venha a sofrer de cancro.

É assustador, não é?
E se estiver nas nossas mãos fazer algo para mudar esta realidade? Certamente que podemos começar com pequenas mudanças alimentares, podemos ler mais e procurar mais informação acerca dos alimentos que nos são prejudiciais.

No geral, acredito que este livro é uma leitura interessante e muito importante devido aos conteúdos que apresenta. São informações que nos deixam inevitavelmente a refletir. Esta leitura deixou-me ávida por procurar mais informações e ler mais acerca da temática.

Também já introduzi algumas mudanças na minha alimentação e já noto que isso tem ajudado o meu trânsito intestinal. Há duas semanas que o meu corpo funciona melhor, o que obviamente se reflete no meu bem-estar. Penso que quando se trata de mudanças, o que custa mesmo é começar, mas se queremos sentir-nos melhor e mais saudáveis, o caminho está na mudança.

Classificação: 5/5 estrelas