quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Palavras Sentidas


"Há inúmeras formas de se expressar a saudade de alguém, o murro absurdo que constitui a perda de alguém."

O Funeral da Nossa Mãe
Célia Correia Loureiro

terça-feira, 15 de agosto de 2017

"Reencontro com o Amor" de Melissa Pimentel [Opinião]


Este livro chegou cá a casa no âmbito do projeto Empréstimo Surpresa e prometia uma leitura leve e descontraída.

A história centra-se no reencontro de um amor passado. Dez anos após terem terminado o namoro, Ethan e Ruby voltam a encontrar-se no casamento da irmã de Ruby. Será que ainda existem sentimentos entre os dois? Poderão eles retomar a sua história de amor passados tantos anos?

A narrativa vai intercalando presente e passado: no momento presente assistimos ao reencontro das personagens e à preparação para o casamento, e a parte do passado mostra-nos todos os momentos desde que eles se conheceram até às razão pelas quais o namoro terminou.

O livro é muito divertido, permite-nos bastantes gargalhadas e, no meu caso, revirar de olhos, devido às futilidades de Piper, a irmã de Ruby. Achei-a completamente ridícula, fútil até dizer chega e com atitudes muito infantis para a sua idade. Talvez a autora tenha exagerado propositadamente na sua caracterização mesmo por se tratar de um livro deste género.

Ao fim de algum tempo, começou a ser mais fácil aceitar estas personagens e pude concentrar-me na história. Gostei bastante da parte do passado, que acabou por me cativar mais.

No presente, gostava que tivesse havido maior interação entre Ruby e Ethan, que passavam quase todo o tempo a evitar-se. O final foi romântico, porém soube a pouco, resolvendo-se tudo apenas com uma conversa.

Em conclusão, posso afirmar que é um livro divertido, com um tom descontraído, ótimo para levar para a praia por não ser uma leitura exigente. Certamente será um bom companheiro para as vossas férias.

Classificação: 3/5 estrelas

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

"A Mulher do Camarote 10" de Ruth Ware [Opinião]


A Mulher do Camarote 10 é o primeiro romance de Ruth Ware que tive oportunidade de ler, e devo desde já agradecer à editora Clube do Autor por me ter proporcionado esta oportunidade.

Este romance apresenta uma premissa desde logo interessante: como encontrar um assassino, se ninguém acredita que houve um crime?

A jornalista Laura Blacklock é convidada para acompanhar a viagem inaugural do cruzeiro de luxo Aurora Borealis, onde estarão empresários e pessoas influentes da sociedade.
Tudo ganha outros contornos quando ela testemunha o que acredita ser um crime, no camarote ao lado do seu. Porém, quando tenta denunciar a situação, ninguém acredita nela, dado que todos os passageiros continuam a bordo. Se continuar a investigar, Laura poderá pôr em risco a sua carreia e a sua vida...

Laura é uma personagem extremamente bem construída. Para começar, foi assaltada dois dias antes de embarcar nesta viagem, pelo que ainda se sente assustada. Tem dormido mal e, para piorar a situação, tem um problema com a bebida. Na noite em que testemunha o crime, também tinha bebido demais e estava exausta devido a várias noites sem dormir. Como se pode compreender, não é uma testemunha muito fiável, pelo que o responsável a quem tenta denunciar o caso tem algumas reservas em acreditar nela.

À medida que vai investigando, percebe que todos os passageiros continuam a bordo. O que será que aconteceu então? Será que imaginou tudo ou aconteceu mesmo um crime?

Este thriller é marcado por um ambiente de confinamento, dado que tudo se passa no navio. Há momentos extremamente claustrobóficos e de tensão constante. A autora consegue uma narrativa em que se sente, ao virar de cada página, a sensação de perigo iminente, de que algo está sempre prestes a acontecer.

Há muitas personagens que podem ser suspeitas deste crime, não as conhecemos bem, portanto é possível desconfiar de todas. Eu não consegui desvendar todo este mistério, cada vez mais empolgante, até ele ser finalmente explicado.

Em suma, este é um thriller entusiasmante e surpreendente, ótimo para os dias quentes de verão. Não percam a oportunidade de conhecer o mais recente trabalho de Ruth Ware.

Classificação: 4/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta. 

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


Já recebi mais um livro da Silvana, no âmbito do nosso fantástico projeto conjunto.

Aqui está o livro recebido:


Foi uma boa surpresa e gostei da escolha da Silvana. Parece ser uma leitura bastante ligeira e que ajudará a descontrair. Vamos lá ver se é isso que o livro me oferece.

Obrigada Silvana!
Podem passar no blog dela para conhecerem as suas razões de me ter enviado este livro.

domingo, 13 de agosto de 2017

"Isto Acaba Aqui" de Colleen Hoover [Opinião]


É sempre uma emoção quando é publicado um novo livro da Colleen Hoover.
Isto Acaba Aqui foi apresentado como o livro mais ambicioso da autora e que retrata o tema sensível da violência doméstica. Quando foi publicado em Portugal, o livro andava na boca dos leitores e eu não consegui sentir-me indiferente a esta curiosidade.

Tinha expectativas altas em relação a este livro, tal como tenho tido com romances anteriores da autora, desde que a conheci e me tornei fã.

A história começa de forma normal, dando-nos a conhecer Lily, uma jovem que, aos 23 anos, se mudou para Boston, pronta para começar uma vida e ter a sua independência.
Este é um aspeto comum em todos os livros que já li da autora: a personagem principal muda-se sempre para uma nova cidade, para começar uma vida nova ou fugir a algum acontecimento do passado.
É no terraço de um edifício que conhece Ryle, um neurocirurgião, bonito, inteligente, perfeito. Quase bom demais para ser real. Lily está convencida de que não o voltará a ver depois dessa noite e retoma a sua vida. Contudo, meses mais tarde, as suas vidas voltam a cruzar-se.

A autora dá-nos a conhecer personagens muito carismáticas. Gostei imenso do casal secundário - Allysa e Marshall. São divertidos e a Allysa é um doce de pessoa e tornou-se uma verdadeira amiga para Lily.
Quanto ao casal principal, achei Lily uma personagem com traços fortes, independente, lutadora e corajosa. Adorei ver o seu empenho em concretizar o seu sonho de abrir um negócio próprio, e como foi ousada em cada passo. A sua força revela-se também na forma como enfrentou as adversidades da vida, nomeadamente quando começou a ser maltratada fisicamente. Lily sofreu muito, mas também recebeu muito apoio por parte dos amigos e da mãe.
Por sua vez, Ryle não me cativou da forma como esperava, talvez por este livro só apresentar o ponto de vista de Lily, o que fez com que me sentisse mais ligada à personagem feminina, a todos os seus medos, dúvidas e emoções.
Por fim, o Atlas foi uma das personagens mais incríveis que já encontrei nas minhas viagens literárias. Apaixonei-me por ele quase desde o primeiro instante e enterneceu-me ver a dedicação e amor que ele tinha a Lily.

Embora as personagens sejam jovens adultos, este livro é bastante mais adulto que outros romances da autora. O tema da violência doméstica é retratado de uma forma credível e forte, mostrando-nos a devastação que pode provocar na vida das pessoas. Mais uma vez, a autora escreve com muita emoção, o que também se deve ao facto de este ser um livro mais pessoal, com aspetos baseados na vida dos pais da autora.

É um romance poderoso e extremamente inspirador, com uma narrativa intensa, que nos faz pensar em nós - nas consequências das nossas ações, no que somos capazes de suportar - e nos outros - nomeadamente na forma como tão facilmente julgamos a vida das outras pessoas estando a ver as situações de fora. Uma história incrível, que deveria ser lida por homens e mulheres. Absolutamente recomendado!

Classificação: 5/5 estrelas

Postais pelo Mundo | Turquia (2)

Hoje tenho para vos mostrar mais um postal bem interessante.

Veio da Turquia e apresenta três fotografias.


Na fotografia da esquerda podemos ver Eyüp Sultan Camii - uma mesquita otomana situada em Istambul.

À direita, em cima, vemos Kiz Kulesi - a Torre de Leandro, ou também conhecida como Torre da Donzela, é uma construção histórica situada em Istambul e ocupa uma ilhota do estreito do Bósforo, ao largo de Üsküdar. Durante séculos foi usada como farol, mas entretanto o seu interior foi transformado num café e restaurante com vistas magníficas.
 
Por fim, a foto de baixo mostra-nos Haydar Paşa Gari - era a principal estação ferroviária do lado asiático de Istambul. Atualmente não é usada, mas permanece como um ícone da cidade.

sábado, 12 de agosto de 2017

"A Luz da Noite" de Graham Moore [Divulgação]

Título Original: The Last Days of Night
Autor: Graham Moore
Edição: 2017
Editora: Suma de Letras
Páginas: 488
PVP: 19,90€

Um romance emocionante baseado em factos históricos sobre a criação da lâmpada.

«Puro entretenimento... Um romance histórico rico em pormenores.»
The New York Times Book Review

«Fascinante, inteligente e absolutamente vívido... um romance com um excelente trabalho de pesquisa e infinitamente divertido, que o vai deixar empolgado.»
Gillian Flynn

Sinopse:

Nova Iorque, 1888. Lâmpadas a gás piscam ainda nas ruas da cidade, mas o milagre da luz elétrica está a nascer. Um jovem advogado sem experiência, Paul Cravath, aceita um caso que parece impossível de ganhar. O cliente de Paul, George Westinghouse, foi processado por Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica, que defenderá a sua patente com unhas e dentes. Mas, então, quem inventou a lâmpada e detém o direito de iluminar a América?

Este caso abre o caminho a Paul para o mundo inebriante da alta sociedade - as brilhantes festas no Gramercy Park Mansions e as relações mais insidiosas feitas à porta fechada. Ao mesmo tempo, coloca-o também no caminho de Nicola Tesla, o excêntrico e brilhante inventor, e de Agnes Huntington, uma cantora de ópera e uma artista impecável tanto dentro como fora de cena. Edison é um astuto e perigoso inimigo com vastos recursos à sua disposição - espiões privados, meios de comunicação e o apoio financeiro do próprio J.P. Morgan. Mas este desconhecido advogado partilha com o seu famoso adversário uma compulsão por vencer, custe o que custar.

A história fala desta luta, mas Graham Moore, o famoso guionista do oscarizado O Jogo da Imitação, conta-a com tal pormenor que parece que também nós estamos ali, entre fórmulas matemáticas e cabos, nas grandes festas de Nova Iorque, assistindo em primeira mão a um espetáculo onde brilharam a luz e a inteligência... E isto só é possível nos grandes romances.

Sobre o autor:

GRAHAM MOORE, escritor de sucesso e realizador, vive em Los Angeles. O seu guião de O Jogo da Imitação, para além de vencer o Óscar para o melhor guião adaptado, foi nomeado para um BAFTA e um Globo de Ouro.

O Homem que Matou Sherlock Holmes é o primeiro romance de Graham Moore, que foi traduzido para 15 línguas. Foi considerado “sublime, inteligente e delicioso” pelo The New York Times, “informado e divertido” pelo Los Angeles Times, e recebeu muitas outras críticas positivas nos diferentes países onde foi publicado.

A Luz da Noite é o seu mais recente romance e já se está a trabalhar na adaptação para o cinema, que terá Eddie Redmayne no papel de Thomas Edison.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Passatempo de Verão

Olá a todos!
No mês de junho não fiz nenhum passatempo para comemorar o aniversário do blog, por falta de tempo, por isso decidi organizar agora um passatempo de Verão.

Vou oferecer o livro O Crente, do autor Joakim Zander. Podem ler a minha opinião aqui.


Como se podem habilitar a ganhar este livro?

É muito simples. Só quero que me digam que livro recomendam aos leitores que levem este verão para a praia. Partilhem comigo esse livro imperdível que todos deveriam ler.

Depois irei partilhar as respostas, para que todos os leitores tenham acesso às vossas recomendações.

Regras:

- O passatempo inicia-se hoje e termina dia 20 de agosto, às 23h59.
- Uma participação por pessoa.
- O sorteio será efetuado no Ramdom.org.
- O vencedor será publicado no blog e contactado por e-mail, tendo 48h para responder, indicando a morada para envio do prémio.
- São aceites publicações de Portugal Continental e Ilhas.
- O envio do prémio ficará a meu cargo (não me responsabilizo por extravios nos CTT).

"O Jardim das Borboletas" de Dot Hutchison [Divulgação]

Título Original: The Butterfly Garden
Autora: Dot Hutchison
Edição: 2017
Editora: Suma de Letras
Páginas: 320
PVP: 17,50€

NUNCA A BELEZA
FOI TÃO ASSUSTADORA...

Sinopse:

Perto de uma mansão isolada, encontra-se um belo e luxuriante jardim com flores exuberantes, árvores frondosas e... uma coleção de preciosas «borboletas». Jovens mulheres sequestradas e tatuadas para se parecerem as suas homónimas. Quem toma conta deste estranho lugar é o aterrador Jardineiro, um homem retorcido, obcecado com a captura e a preservação dos seus espécimes únicos.

Quando o Jardim é descoberto pela Polícia, uma das sobreviventes é interrogada. Os agentes do FBI Hanoverian e Eddison têm a tarefa de juntar as peças de um dos quebra-cabeças mais complicados das suas carreiras. A menina, cujo nome é Maya, ainda se encontra em choque e o seu relato está cheio de episódios arrepiantes, no limite da credibilidade. Tortura, todas as formas de crueldade e privação pareciam estar na agenda da estufa dos horrores, mas no testemunho da jovem há lacunas e reticências... Maya continua a sua terrível história e os agentes do FBI precisam de descobrir quem, ou o quê, Maya tenta esconder...

À medida que a verdade emerge devagar de um casulo cuidadosamente construído, Dot Hutchison faz com que nos questionemos se este é um conto de beleza terrível ou um lindo conto de terror.

Sobre a autora:

DOT HUTCHISON é autora de livros para jovens adultos; estreia-se no mundo da ficção para adultos com o aterrorizador thriller O JARDIM DAS BORBOLETAS. Classificado pelos leitores de todo o mundo como o thriller mais aterrador que leram nos últimos tempos, tão sinistro quanto O Silêncio dos Inocentes e tão cativante como O Coleccionador de Ossos.
Os direitos foram vendidos para treze línguas e os direitos para o cinema estão em opção com duas produtoras especializadas em filmes de terror.

Saiba mais sobre a autora em: www.dothutchison.com

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Palavras Sentidas


"Os verdadeiros amantes são como os amigos, reconhecem-se quando se encontram pela primeira vez."

A Mãe Eterna
Betty Milan

domingo, 6 de agosto de 2017

Postais pelo Mundo | Índia (1)

Aqui está mais um postal oficial que alegrou a minha caixa do correio.

Este veio da Índia e deixou-me exultante por ser o primeiro postal que recebo deste país.
O postal mostra-nos uma imagem de uma pintura do artista  Sourabh Bhat.


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

"Estrada Vermelha, Estrada de Sangue" de Moira Young [Opinião]


Já andava com saudades de ler algo do género distopia, um género que me agrada imenso. Na verdade, adoro tudo o que seja futurista e, quanto mais criativo, melhor.

Estrada Vermelha, Estrada de Sangue é o romance de estreia de Moira Young e passa-se num período pós-apocalíptico e muito violento. Saba é uma jovem que sempre viveu numa zona inóspita e deserta. A sua vida muda quando uma tempestade de areia traz consigo um bando de criminosos, que lhe matam o pai e raptam Lugh, o irmão gémeo que tanto adora. Sozinha com a irmã mais nova, Saba parte numa perigosa viagem, em busca do irmão.

O primeiro aspeto que chama a atenção neste livro é o estilo de escrita, com a ausência de pontuação nos diálogos e uma linguagem estranha, quase com erros ortográficos e como se estivéssemos na presença de pessoas sem escolaridade.
No início, estranha-se um pouco, contudo, ao fim de quarenta páginas, já conseguia ler de forma totalmente fluida. À medida que ia conhecendo este mundo, fui percebendo que esta forma de falar é característica das personagens, que vivem num mundo destruído, com grandes áreas desertas e onde os livros e saber ler é considerado algo "antigo". Além disso, as personagens têm uma espécie de sotaque que só é percetível na edição inglesa, na nossa tradução perdeu-se esse pormenor.
A falta de pontuação dos diálogos, embora pareça confusa no início, não perturba em nada a leitura.

A narrativa está bem estruturada e conduz o leitor numa viagem por um mundo violento. A ação é constante, está sempre alguma coisa a acontecer, pelo que este é um livro extremamente empolgante e de leitura compulsiva.

Apesar da autora não explicar como é que o mundo chegou a este estado, toda a história é bastante original e rica em criatividade. As minhas partes preferidas, que me deixaram mesmo agarrada ao livro, foram as cenas passadas na jaula, as lutas e a fuga; assim como a grande luta com os vermes no enorme lago seco.

Há personagens cativantes e outras que nos provocam ira e nojo. Gostei da coragem de Saba, embora achasse que ela andava irritada o tempo todo; adorei o Jack e gostei ainda mais da evolução da relação de Saba com a irmã.

No geral, foi uma leitura extremamente positiva, e só não atribuo 5 estrelas porque não gostei do vilão, achei-o demasiado louco, estúpido e não me convenceu.

Tenho pena que os volumes seguintes da série não estejam publicados em Portugal, pois adoraria poder ler a continuação. Infelizmente, quando determinado livro não vende tanto, as editoras desistem de publicar a restante série, para tristeza dos leitores que apreciaram o início da história.

Se gostam de ficção científica e distopias, não percam a oportunidade de ler este livro. Tenho a certeza de que se vão sentir  cativados do início ao fim.

Classificação: 4/5 estrelas

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Livro do Mês: Junho e Julho

No mês passado não elegi o livro do mês devido ao facto de só ter conseguido ler três livros. Assim, decidi juntar os meses de junho e julho, em que li, no total, 8 livros.

Foram dois meses de leituras variadas, desde policial/thriller, distopia, jovem adulto, romance de época, romance contemporâneo e fantasia.

Estava indecisa em relação ao livro a escolher, são géneros muito diferentes e, no geral, todas as leituras foram boas. Assim, decidi escolher o mais recente romance do Nicholas Sparks que, mais uma vez, me comoveu com uma história que retrata os desafios de ser pai solteiro e a importância da família.

LIVRO DO MÊS


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Palavras Sentidas


"- Pensar em ti manteve-me quente em muitas noites geladas."

A Melodia do Amor
Lesley Pearse

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Aquisições: Julho

Julho terminou e foi outro mês que passou a correr. Tal como o anterior, foi um mês excelente no que diz respeito a aquisições literárias.
Querem ver o que adquiri?

- Este mês fui a duas Feiras do Livro: a de Barcelos e a de Viana do Castelo. Comprei sobretudo livros da coleção Sherlock Holmes, mas também encontrei outros dois bons livros a preços ótimos.

FEIRA DO LIVRO





- Das editoras Clube do Autor e Nuvem de Tinta (Penguin Random House Grupo Editorial) chegaram-me estas duas surpresas. Agradeço a ambas pela oferta!
Tentarei ler e publicar as respetivas opiniões assim que me for possível.

OFERTA EDITORA


- Por fim, uma prenda de aniversário que chegou mais atrasada mas que me deixou radiante. Estou ansiosa por ler o novo romance da Paula Hawkins.

PRENDA DE ANIVERSÁRIO


E o vosso mês, como correu em termos de aquisições? Partilhem comigo.

domingo, 30 de julho de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]


Enviei estes dias mais um livro para a Silvana, no âmbito do nosso projeto conjunto.

Aqui está o livro que escolhi:


Motivos da minha escolha:

  • É uma nova autora para a Silvana conhecer;
  • É um livro que se lê bem e, embora seja young adult e a Silvana seja exigente com este tipo de livros, escolhi-o principalmente porque transmite uma mensagem importante.

Espero que gostes da leitura!

Postais pelo Mundo | Finlândia (7)

Hoje mostro-vos mais um postal oficial que recebi recentemente.

Veio da Finlândia e gostei imenso dele por se tratar de um postal com múltiplas fotografias.



quinta-feira, 27 de julho de 2017

O Problema Final * O Paciente Internado * O Enigma de Reigate * O Corcunda (Memórias de Sherlock Holmes I) de Sir Arthur Conan Doyle [Opinião]


Este segundo volume da Coleção Sherlock Holmes inicia as Memórias do famoso detetive e apresenta 4 contos:

O Problema Final - Retrata a disputa entre o professor Moriarty e Sherlock Holmes. Moriarty é um professor com uma excelente capacidade matemática mas que possui também tendências criminosas. Tornou-se o principal inimigo de Sherlock. Neste conto, Watson descreve-nos o que realmente se passou entre os dois.
Um conto interessante, mas que revela um acontecimento importante e não faz sentido que tenha sido colocado num dos primeiros volumes da coleção.

O Paciente Internado - Neste conto, um médico pede ajuda a Sherlock, procurando conselho sobre umas circunstâncias singulares que têm ocorrido na residência onde pratica medicina. Tudo se torna mais interessante quando um dos seus pacientes se suicida.
Uma história agradável, onde está bem evidente a capacidade dedutiva do detetive.

O Enigma de Reigate - Sherlock está a convalescer de uma doença e Watson decide levá-lo para o campo, para uma casa perto de Reigate, de forma a poder descansar. Contudo, uns estranhos assaltos que afetam a região vão despertar a atenção do detetive, que não descansa até desvendar o mistério.
Foi o meu conto preferido dos quatro devido à forma como o detetive analisa as pistas que tem à sua disposição.

O Corcunda - No último conto deste livro, Sherlock Holmes vai desvendar a estranha morte de um coronel, em circunstâncias estranhas. O que se terá passado naquela noite?
Um conto interessante devido às deduções do detetive, mas que acaba por não ficar na memória.

No geral, foi uma leitura agradável, que ajuda a passar o tempo e que nos cativa pela inteligência do detetive, embora os enredos dos contos careçam de mais desenvolvimento.

Classificação: 3/5 estrelas

Momentos WOOK

Hoje, momentos WOOK a não perder!

Se querem comprar aquele livro especial que está na vossa wishlist, aproveitem a promoção de hoje.

Cliquem na imagem e escolham os vossos livros!
 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Palavras Sentidas


"Ultimamente, tenho vindo a acreditar que ter um filho baralha a nossa noção do tempo, como se o passado e o presente tivessem sido misturados numa batedeira elétrica."

Só Nós Dois
Nicholas Sparks

terça-feira, 25 de julho de 2017

"Nevoeiro em Agosto" de Robert Domes [Divulgação]

Título Original: Nebel im August - Die Lebensgeschichte des Ernst Lossa
Autor: Robert Domes
Edição: 2017
Editora: Nuvem de Tinta
Páginas: 336
PVP: 17,50€




QUEM PODE DETERMINAR O VALOR DE UMA VIDA?





Sinopse:

Na Alemanha nazi de 1933, um menino de 4 anos, de etnia cigana, é separado da sua família nómada e enviado para um orfanato. Após anos a saltar de instituição em instituição, amputado da convivência com a família e do afeto dos pais e obrigado a sobreviver sozinho, sem qualquer apoio, o comportamento de Ernest é considerado incorrigível e o rapaz, já com 12 anos, é enviado para um hospital psiquiátrico. Aí descobrirá, pela primeira vez na sua vida, a amizade e o amor. Mas é também esse o momento em que começa a desconfiar do que realmente acontece naquele hospital. Pacientes que, como ele, estão de perfeita saúde física e mental, têm estranhos e repentinos encontros com doenças misteriosas... ou desaparecem.

Contada através da perspetiva do jovem Ernest, esta é a história trágica, mas verdadeira, da sua breve vida e da sua luta pela verdade e pela liberdade. Um relato de coragem e amizade no cenário desesperante de guerra e ódio que varreu a Europa durante a Segunda Guerra Mundial.

Sobre o autor:

ROBERT DOMES nasceu a 27 de outubro na Baviera, Alemanha. Estudou Ciências Políticas e Ciências da Comunicação em Munique e trabalhou vários anos como editor do jornal Allgäuer Zeitung. Jornalista e escritor independente, foi em 2002 que deparou, pela primeira vez, com a história de Ernst Lossa, um rapaz de etnia cigana vítima dos crimes eugenistas do regime nazi em 1944. Ao longo de cinco anos, Robert Domes analisou todos os documentos a que teve acesso e investigou todas as informações sobre este caso - e o resultado foi este romance baseado na história verídica de um menino que, apesar de perfeitamente são, foi, por não se enquadrar no perfil ariano, uma das 200 000 pessoas alvo de eutanásia através de injeção letal.
Nevoeiro em Agosto, publicado originalmente em 2008 na Alemanha, vendeu mais de 30 000 exemplares, foi distinguido com vários prémios literários e adaptado para o grande ecrã, em 2015, pelo realizador Kai Wessel.

domingo, 23 de julho de 2017

Postais pelo Mundo | Rússia (15)

Aqui está mais um postal oficial que recebi recentemente.

Veio da Rússia e é uma pintura do autor Leonid Afremov, cujas obras adoro. É já o segundo postal que recebo com as lindíssimas pinturas deste autor.
 
Esta pintura intitula-se Old Park.



quinta-feira, 20 de julho de 2017

"Se Eu Fosse Tua" de Meredith Russo [Opinião]


Agradeço desde já à editora Nuvem de Tinta (Penguin Random House Grupo Editorial) por me ter cedido um exemplar deste livro, permitindo-me conhecer uma nova autora.

Esta opinião pode conter spoilers para quem não sabe nada acerca do livro!

Se Eu Fosse Tua foi uma grande surpresa para mim, desde logo quando percebi que a autora é transexual e que este romance é parcialmente baseado na sua experiência enquanto mulher transgénero.

O livro inicia-se de forma semelhante a outros livros do género, com Amanda a mudar-se para uma nova localidade e uma nova escola, com desejo de iniciar uma vida nova. Consegue integrar-se bem, fazer amigas e até se apaixona por um rapaz popular. No entanto, Amanda esconde um grande segredo.

A narrativa vai alternando entre presente e passado, onde nos são dadas informações acerca de como Amanda chegou ali, desde as dúvidas, a descoberta do distúrbio de identidade de género e a sua decisão de mudar de sexo.
Não são dados pormenores muitos técnicos de como é o processo de mudança, contudo, as informações presentes estão bastante bem estruturadas e dá para compreender que este é um processo bastante completo, quer a nível físico quer psicológico. O sofrimento, as dúvidas de Amanda e a forma como é vista pelas outras pessoas são aspetos que recebem grande destaque no livro, assim como o apoio parental.

O livro tem personagens muito variadas e mesmo as amigas de Amanda são diferentes e também escondem os seus segredos. Até Grant tem receio em mostrar como a sua vida não é fácil.

Quanto à relação entre Amanda e Grant, achei que se iniciou muito depressa, mas depois há muitos momentos em que eles se conhecem melhor e isso permitiu-me gostar mais deste casal.

Em suma, embora young-adult seja um género que não leia muito, penso que este livro retrata um tema inédito neste tipo de literatura mais direcionada a jovens. Penso que é um livro importante, que retrata o que significa ser diferente e como é fundamental ultrapassarmos os preconceitos. É um romance que devia ler lido por todos e principalmente por jovens que estejam a passar por situações semelhantes, ou como forma de compreenderem a importância de aceitar o outro tal como ele é.

Classificação: 4/5 estrelas

Nota: Este livro foi-me oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Palavras Sentidas


"Demorei uma boa parte da vida para compreender que existem, e sempre existiram ao longo da história, muitas mães que não suportam os filhos."

O Colégio de Todos os Segredos
Gail Godwin

terça-feira, 18 de julho de 2017

"Só Nós Dois" de Nicholas Sparks [Opinião]


Nicholas Sparks está de volta, mais uma vez, com um romance que foge ligeiramente à fórmula com que nos tem habituado, o que achei muito bom.

Só Nós Dois conta-nos a história de Russell Green, que tinha a vida perfeita - casado com Vivian, uma mulher linda e dedicada, com uma filha pequena e uma carreira de sucesso - até que um dia esta vida de sonho se desmonora, dando lugar a um pesadelo. Russ perde o emprego, perde a mulher e fica sozinho com a filha de cinco anos.

Russ é um homem pouco confiante e que obedece cegamente às ordens da mulher, tentando a todo o custo agradar-lhe. Vivian foi uma personagem com quem não simpatizei logo de início, achava que havia qualquer coisa de estranho na perfeição dela. Ela é muito exigente e, com o passar do tempo, estava sempre a arranjar discussões com o marido, fazendo-o sentir-se culpado por cada passo que dava.

Gostei imenso da forma como esta história se desenrolou e de ver como Russ superou cada obstáculo, esforçando-se imenso a criar um negócio próprio, ao mesmo tempo que lidava com as responsabilidades de ser pai solteiro. London é uma criança encantadora que me enterneceu por diversas vezes.

A família de Russ - os pais e a irmã Marge - são pessoas muito interessantes que também adorei conhecer. Gostei da dinâmica familiar e da forma como se apoiavam uns aos outros.

Só Nós Dois foge à fórmula da história de amor entre duas pessoas e centra-se, desta vez, num casamento perfeito, onde começam a surgir dificuldades. O livro retrata temas atuais como o divórcio, a custódia pelos filhos, a doença, a homossexualidade, os novos começos de carreira e a importância da família.

Não se trata apenas de um romance lamechas, mas de uma história enternecedora e cativante que nos mostra os desafios de ser pai solteiro, assim como a importância da família e dos laços familiares.

O final é muito comovente, com o toque especial do Nicholas Sparks para o drama, embora não possa dizer que seja exageradamente dramático. Além dos momentos de tristeza, este livro também nos dá esperança e força de superação.

Por fim, um pequeno apontamento à capa e ao título do livro: a capa está perfeita, ilustrando uma cena que acontece na história. Por sua vez, o título não me parece o mais apropriado, é um pouco minimalista dado que apenas faz referência à relação entre o pai e a filha, e o livro é muito mais que isso. Na minha opinião, o título Lado a Lado resultaria bem melhor neste romance e as frases finais mostram exatamente porquê.

Em suma, é um livro que recomendo vivamente por tratar temas atuais e onde o autor se aventurou, mais uma vez, a fugir à sua fórmula habitual.

Classificação: 5/5 estrelas

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Após ter terminado a leitura do livro O Escultor, chegou o momento de responder ao desafio da Silvana. A resposta veio com algum atraso porque não me sentia totalmente à vontade em escrever sobre este tema, mas a Silvana acabou por me dar umas dicas que ajudaram bastante.

DESAFIO:

Uma psicóloga para a equipa

O trabalho do André não foi fácil. Conseguir chegar a uma mente tão complexa poderá, em alguns momentos, exigir a participação de um profissional com formação específica que visa ajudar na resolução mais rápida dos problemas.
Assim, o André decidiu que seria melhor contratar uma psicóloga para o ajudar a desvendar o(a) autor(a) dos crimes.
Sendo assim, imagina uma cena em que tu, enquanto psicóloga, estás a trabalhar em conjunto com o André para chegarem à resolução deste crime.

A MINHA RESPOSTA:

Cheguei à esquadra para a reunião com os inspetores que estavam a investigar os raptos de diversas jovens, na praia das Júlias. Tinha-me sido facultado um dossier do caso e, nesta reunião, eu vinha apresentar o perfil psicológico do possível autor dos crimes.
Conduziram-me à sala de reuniões, onde me esperavam quatro oficiais. Cumprimentei-os quando entrei e sentei-me na cadeira que me indicaram. Pouco depois, chegou um inspetor alto e moreno, bastante afogueado, como se tivesse entrado na esquadra a correr.
– Bom dia a todos. Desculpem o atraso. – Sentou-se e olhou para mim. Era um homem atraente, embora o seu ar cansado denunciasse a falta de sono das últimas noites.
Fez sinal aos colegas, indicando que iriam iniciar a reunião e começou por me apresentar e explicar o motivo da minha presença.
– Tendo em conta o que analisou no dossier, o que nos pode dizer acerca deste homem, Doutora?
Abri o caderno onde anotara os meus apontamentos e comecei:
– É um homem perigoso e inteligente, pelo que não deverá ser subestimado.
– O que a faz pensar que seja um homem? – Interrompeu um dos oficiais.
– As pessoas desaparecidas são todas mulheres, não havendo registos de homens terem desaparecido na praia das Júlias. São mulheres jovens e todas apresentam algo em comum: são loiras. Outro aspeto que me leva a pensar que o responsável é um homem prende-se com a forma como estas mulheres são “apanhadas”. Apesar de não termos muita informação, parece-me que ele escolhe festas, lugares onde elas se estão a divertir… Considerando que estas mulheres são heterossexuais, seria fácil seduzi-las.
– A jovem que desapareceu recentemente é morena, não se enquadra no perfil. – Apontou para a fotografia de Alice, a jovem que desaparecera dois dias antes. – Consegue explicar isso? Poderá ter sido raptada pelo homem que procuramos?
– É possível que sim. Nenhumas das jovens desaparecidas foi alguma vez encontrada, o que me leva a afirmar que ele se livra dos corpos ou conserva alguma parte deles, como um troféu. Isto poder-nos-á indicar que há motivações sexuais por detrás dos crimes. Certamente leva-as para uma casa isolada, onde tem a privacidade que necessita. O facto de preferir loiras deve-se talvez a um acontecimento traumático do seu passado que envolveu alguma pessoa próxima com estas características, ou simplesmente porque há algo neste tipo de mulheres que o fascina. Mulheres com estas características poderão despertar nele um instinto sexual mais aguçado. Eu apostaria na possibilidade da sua mãe ser loira. Alguém que cuidava dele de forma especial e que ele gostava de eternizar. Possivelmente viu-a ser assassinada e tudo o que faz hoje é uma forma de a honrar. A mãe era loira e, na sua mente perturbada, ele acredita que as loiras são as únicas mulheres dignas da sua atenção e amor. – Olhei para os diversos agentes policiais, que me ouviam atentamente. – Acredito que a Alice não é a verdadeira pessoa que ele quer. O seu rapto poderá ser uma manobra de diversão para vos manter ocupados enquanto se aproxima da pessoa que merece a sua maior atenção.
– Suspeitamos de que possa ser Mariana, a mulher que denunciou o desaparecimento de Alice. É loira e muito bela, certamente que se enquadra no perfil dele. – Referiu André.
– Se Mariana é a mulher que ele quer, mantenham-se atentos pois ele vai levá-la em breve. E, sendo ela amiga de Alice, vai ao encontro daquilo que penso. Ele está a usar esta jovem morena para chegar à pessoa que ele quer: a Mariana. Lembrem-se, não subestimem este homem. Ele é bom no que faz, passa despercebido e acredita que a polícia nunca o apanhará. Tirando ele prazer de todo este cenário, poderá ser uma pessoa que esteja muito próxima. Ele é atento ao que o rodeia, gosta dos pormenores e tem um particular interesse em desafiar as autoridades.
O inspetor André rabiscou umas notas no seu caderno e de seguida olhou para mim, um olhar frio e enigmático.
– Havemos de apanhá-lo – disse
– Assim esperamos, senhor inspetor. Caso seja do seu interesse, continuarei por aqui para irmos discutindo mais alguns pormenores que possam surgir.

Espero que tenhas gostado, Silvana! E que venha o próximo livro!

domingo, 16 de julho de 2017

Postais pelo Mundo | Holanda (6)

Este é mais um postal oficial que recebi no mês passado.

Veio da Holanda e mostra uma bonita ilustração de um campo com a forma de livro. Um lindo postal para uma amante de livros como eu!


quinta-feira, 13 de julho de 2017

"O Escultor" de Carina Rosa [Opinião]


O Escultor é o mais recente trabalho da autora Carina Rosa e que tive oportunidade de ler graças à Silvana, que me emprestou o livro.

Sentia-me muito curiosa por se tratar de um livro diferente do estilo habitual da autora.
Apesar deste livro ter sido divulgado como policial, penso que se encaixa melhor no género de suspense ou suspense romântico. Existe investigação policial, mas é tratada de forma bastante superficial, com pouco mais do que inquéritos e buscas a residências. Além disso, a investigação é levada a cabo quase exclusivamente pelo inspetor André.

O que existe mais ao longo do livro é suspense, até porque o assassino é rapidamente identificado e, a partir deste momento, o leitor concentra o seu interesse em descobrir como será o confronte final entre o assassino, as vítimas e a polícia.

Relativamente às personagens, gostei imenso da forma como as personalidades de Mariana e Alice contrastavam. Mariana era fria, rígida e com a sua vida planeada ao pormenor, enquanto a amiga era extrovertida e sempre com desejo de se divertir, desfrutando ao máximo da vida e da sua independência. Gostei muito de ver como a amizade de ambas de tornou tão especial, apesar das suas diferenças.
Pedro foi uma personagem que me cativou desde o início porém, de um momento para o outro, ficou louco e extremamente possessivo e ciumento. Penso que algo não correu bem nesta transição, foi muito repentina, quase como se estivéssemos perante duas personagens diferentes.
André, o inspetor, não me cativou totalmente, embora compreenda que alguns aspetos que o caracterizam - como andar sempre mal-humorado, ser mais frio e desapegado - se devem ao seu trabalho, ao facto de ter em mãos um caso complicado e também devido ao seu passado tortuoso.
Por fim, o Escultor é uma personagem extremamente repugnante e foi bastante interessante aceder à sua mente doentia, testemunhar as suas ações e perceber o que o levava a agir. Ele recebeu uma caracterização muito boa e completa por parte da autora.

No geral, é uma leitura cativante, com boas doses de mistério e um capítulo inicial arrepiante e que fomenta a curiosidade do leitor.
O final é intenso, embora a forma como a polícia atuou me tenha deixado bastante irritada. Os últimos capítulo também são demasiado românticos, mas creio que já faz parte do estilo da autora querer dar um final amoroso às suas personagens.

Uma leitura interessante para quem deseje apostar na literatura nacional e conhecer uma autora que tem vindo a evoluir a cada novo trabalho!

Classificação: 3/5 estrelas

"A Ilha das Quatro Estações" de Marta Coelho [Divulgação]

Título: A Ilha das Quatro Estações
Autora: Marta Coelho
Edição: 2017
Editora: Clube do Autor
Páginas: 419
PVP: 13,50€

Já disponível nas livrarias.



Aqui não são permitidos telemóveis, computadores nem tablets.
Só te resta viver.




Sinopse:

Os receios, as paixões, as fragilidades e a força de quatro jovens à procura de um novo rumo.

«Aceita os ventos da mudança e voarás». É esta a frase que dá as boas vindas a quem chega à Ilha das Quatro Estações, um projeto que ajuda jovens que passaram por acontecimentos traumáticos a darem a volta por cima.

Cat vive presa a um acontecimento que lhe roubou a vontade de sorrir e viver. Tiago não consegue lembrar-se por que motivo a sua vida mudou tanto, e para pior. Cativados pelo melancólico Misha, estabelecem laços de amizade duradouros. Quando Rute se junta ao grupo, estão dispostos a tudo para a ajudar a vingar o seu passado.

Mas a ilha é muito mais do que parece e quando conseguirem desvendar o mistério que esconde, o mundo dos quatro jovens nunca mais será o mesmo.

Sobre a autora:

Marta Coelho nasceu em Lisboa em 1986. Sonhava ser jornalista desportiva, mas cedo percebeu que o seu futuro passava por outro tipo de escrita. Licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa e trabalha como argumentista para televisão desde 2007. Fez parte da equipa de autores das séries juvenis «Morangos com Açúcar» e «I Love It» e de novelas como «Mundo ao Contrário» ou «Mulheres». Tem uma filha e vive em Lisboa.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Palavras Sentidas


"As imagens disparavam-me dentro da cabeça como as velhas metralhadoras de calibre cinquenta. Eu reprimira a verdade para me proteger a mim próprio, e agora já não tinha onde me esconder. Não era quem sempre pensei."

Private: Agência Internacional de Investigação
James Patterson

domingo, 9 de julho de 2017

Postais pelo Mundo | Finlândia (6)

Aqui está um novo postal oficial que chegou à minha caixa do correio.

Veio da Finlândia e apresenta-nos uma fotografia de Tove Jansson, uma escritora finlandesa. As suas obras mais conhecidas são os livros infantis sobre a Família dos Mumins. Em português, estão publicados os livros: A Família dos Mumins e O Cometa na Terra dos Mumins.

Conheciam esta autora?